Numa segunda-feira à noite….

Por: thais wadhy

Lá fora a chuva cai, forte. Ouço os pingos cantarem pra mim, como canção de ninar. Paz, tranquilidade… momento bom e oportuno para pensar na vida.

Aqui dentro taambém chovia, mas não chove mais. Secaram-se as lágrimas, endureci. Poucas coisas tem me comovido de verdade. Podem me deixar insegura, angustiada… mas comover não. Será por que isso acontece? Será que foram as últimas experiências? Será que fiquei esgotada por tanta subjetividade seguida de longos meses de postura racional? Talvez esse jeito tenha afastado de mim mesma a minha capacidade de sentir plenamente, ou de me deixar levar pelos sentimentos e emoções. Apenas talvez….

Se isso, por um lado, é amadurecimento, por outro, é pobre. Sinto falta de certas paixões e loucuras. E aí, fico me iludindo. A nostalgia dos bons momentos de plenos sentimentos às vezes me fazem querer reviver situações que o tempo já levou consigo. Voltar algumas páginas da vida…. bobagem isso. Querer reviver o que passou é pura bobagem. É como requentar o café. Ou melhor, é como colar novamente um vaso de porcelana: sempre ficam as marcas e a fragilidade…. e qualquer abalo é capaz de espatifar tudo novamente….

Plagiando Nando Reis: “é bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer… é bom olhar pra frente…”. É sim, é hora de olhar pra frente, enxergar o futuro com os mesmos olhos otimistas de outrora, cheios de amor e de vontade.

Quero amar de novo, me doar por inteiro. Quero o novo de novo, ainda que tenha traços do passado (ou mais do que traços). Chega de inventar sentimentos usando palavras bonitas de outros autores. Chega de coisas bonitas que não são minhas e que roubo pra mim… talvez para parecer que algo ainda floresce por aqui. A verdade é que, apesar da chegada da primavera no último setembro, a paisagem aqui ainda está seca e morta. Buscar flores de outros lugares? Não, cultivar meu jardim!

Bola pra frente!

(Pontos fracos existirão sempre).

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2 comentários sobre “Numa segunda-feira à noite….

  1. Já li duas vezes…vou para a terceira…O que posso eu, um misero ignorante, comentar?
    Os dois primeiros parágrafos tão poéticos… A musicalidade da chuva, a introspecção. em seguida a confissão, já lançada anteriormente em curtas e homeopáticas postagens. Por fim uma constatação, a esperança e a alegria de uma jardineira que descobriu a beleza das suas flores.

    Obrigado pelo post e abraços

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