Divagando sobre ciúmes

Ciúmes é uma forma de mostrar que a gente não quer que a pessoa que a gente gosta seja feliz longe da gente. Não aceitamos que ela sorria, que ela se divirta, que tenha outros amores ou outras paixões (a depender do grau do ciúme, claro). Não quer que curta a vida e que esteja bem sozinha, longe de você e de seus cuidados. Não sabemos viver em liberdade, queremos ser “necessários” ou imprescindíveis.

A gente tem ciúme quando a pessoa amada não nos chama no momento difícil e liga pra outro alguém. Queremos ser a pessoa mais importante, sempre; estar em primeiro plano em todas as circunstâncias. Não é à toa que as mães têm tanto ciúme dos filhos, porque sentem-se em segundo plano, perdem a prioridade.

Temos ciúme daquele amigo que saiu com outra turma e nem nos chamou; de não sermos convidados para algum evento e um colega próximo, sim; de não estarmos no porta-retrato; de não recebermos um presente daquela importante viagem; de não sermos eleitos o melhor amigo; de não sermos padrinhos ou madrinhas; do cachorro não fazer festa quando chegamos; do sobrinho criança que só não sorri pra gente.

No fundo, no fundo, temos mesmo é insegurança. É aquele medo de sermos esquecidos ou não sermos mais tão importantes. É um receio de nos tornarmos secundários ou dispensáveis. O ciúme está sempre ligado à nossa subjetividade, e não à atitude do outro.

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