Com amor….

Querido D.,

Tenho pensado em você mais do que o habitual. Quantas saudades sinto de nós dois! Sinto falta do seu carinho, da sua amizade, do seu companheirismo, do seu humor duvidoso, do jeito que me toca. De seus cheiros e sabores. Sinto falta do que eu sou quando estou ao seu lado, do nosso estilo de vida, das coisas simples da vida – que fazem muito mais sentido pra gente.

Longe de você me sinto metade. Não me entenda mal, não sou dependente emocionalmente e nem espero que você me complete. Você me conhece bem e sabe que sou mulher forte, inteira, resolvida e independente. Mas o que acontece é algo um tanto quanto complicado: longe de você não sou tão eu e nem tão cheia de mim. Falta preencher aquele cantinho reservado para as emoções mais puras e autênticas.

Longe de você a vida é agradável, mas não é plena. Falta sentir a alegria quase sufocante que transborda de mim em sorrisos e brincadeiras; a vontade de crescer, evoluir e ser sempre uma pessoa melhor. Olha, isso é muito importante: com você, sou uma pessoa melhor, sou o melhor que posso ser, ainda que não seja perfeita. E, apesar das brigas eventuais e das desavenças, com você tudo é mais gostoso. “As coisas lindas são mais lindas quando você está…”.

Às vezes me questiono: é normal sentir isso? Vou sentir isso novamente por outra pessoa? Poxa… se isso for único e especial (!!!), é doloroso pensar que deixei passar; que deixei você passar. Afinal, qual o sentido da vida se não for compartilhar com quem se ama as pequenas doses diárias de alegria, os momentos de leveza e plenitude, as risadas e as filosofias “de boteco”? Sou amante das coisas simples da vida…. e isso tenho com você. É assim que me sinto realizada e feliz!

Uma vez ou outra penso que a vida é injusta. Mas depois varro esse pensamento da cabeça, porque detesto me fazer de vítima. Então concluo: injustos somos nós…. somos injustos com a gente mesmo, com os outros, com a vida. Muitas vezes boicotamos a nossa própria felicidade, você não acha? Tudo em nome da razão….  (uma razão burra, diga-se de passagem).

D., sinto sua falta. “Cadê você? Que solidão… Esquecera de mim?”.

Com amor,

Sua Gatinha.

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