Nariz no vento, olhar no horizonte

 Texto do meu querido amigo Justino Augusto. Tive que me “apropriar” dessa lindeza!

Trilhas e milhas. Quem sabe encontro alguém pra andar mais eu a segunda milha. E a terceira. E a quarta. E quantas mais e tantas mais. E Que curte mato. E que não questione caminhar em meio a pedras, e atravessar rios de águas cor de chá; que não reclame se a pele arranhar em carmesim; que sorria ao subir montes prá, de lá de “riba”, contemplar as pessoinhas lá embaixo, como formigas, ou os caminhos como filamentos, longe; que não tema adentrar cavernas nunca dantes vistas, que se delicie aprofundar-se em poços profundos ocultos entre fendas da montanha. Que alargue os braços prá sentir o vento soprar por entre canions desconhecidos; que não peça por uma cama confortável ao se horizontalizar em solo úmido, que não horrorize por dormir sob a abóboda infinita cheinha de pontos de luz, por vezes sem abrigo, ou ao caminhar por dias sem ver mais ninguém, que não se desespere ao se ver solta num abismo segura apenas por uma tenue corda. Que não tema ao perceber que tem apenas bichos, pedra, água, céu e a mim por companhia. E que goste de mim. (…) Mas se não curtir nada disso, pelo menos que me deixe ir. E me permita voltar. 
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